"Eu fui! Eu vi! Eu ouvi e eu chorei...
Aquela rua, aquela praça, os amigos sambistas, os jovens portelenses cantando como passarinhos - todas as músicas!!! Meu filho de dois anos foi junto e já aprecia esta entidade do samba que é Mestre Monarco da Portela!
Valeu! "
O samba na rua, ao lado do povo, sem preços e nem palcos, pisando no mesmo chão em que diferentes (?) raças celebram o Brasil.
O trabalho foi grande.
Para o próximo ano, o Brasilidades se prepara para botar na rua atividades que vão além da roda de samba. Oficinas, cursos, debates, manifestações populares que proporcionam o encontro de um povo com a sua cultura.
Um povo que não conhece a sua cultura, é um povo sem passado.
Sem passado, é difícil entender o presente e mudar o futuro.
Nós do Instituto Brasilidades entendemos que o conhecimento sobre a diversidade cultural brasileira é direito de todo o cidadão.
Notem: é direito, não dever. Cada um escolhe o seu caminho, mas pelo menos sabendo que existem outros. É fundamental que se reflita de uma maneira crítica sobre quaisquer imposições culturais, exercendo uma postura construtiva na nossa sociedade.
Mas isso, sem deixar que as teorias amarrem as nossa atitudes.
O grande Candeia, certa vez disse:
“Deixo os complexos temas às observações dos verdadeiros intelectuais. Eu sou o povo… basta de complicações.”
É isso.
E deve ser, sempre, isso.
Sem intermediários.
A riqueza de um país como o nosso se faz desta forma, somando-se Estados, raças, religiões e comunidades.Nossa cultura deve representar nossas origens, não deve servir de vitrine para interesses alheios. E para isso, deve estar ao lado do seu povo.
Façamos então a nossa parte para que as próximas gerações celebrem os desfiles não só de bombachas, mas também de abadás, saias rodadas, pés no chão e sapatos bicolor.
Nosso país vai muito além do sofá e da TV de domingo.
O Instituto Brasilidades, criado em 2008, está aí pra isso.
Quem presenciou um tímida roda de samba no início do ano e, no final de novembro, pôde ver Monarco e Guaracy da Portela cantando nos braços do povo, certamente entendeu para que estamos aí. Para 2010, não vamos desejar apenas saúde e esperança. Vamos desejar mais rodas de samba, mais nações de maracatú, mais tambores de ijexá, mais pontos de jongo, mais cantos de capoeira...mais Brasil!
Axé, 2010!


















